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Conselho aprova Medalha Saul Oliveira para Dona Lourdes e José Amorim

Reunião do CD aprovou homenagem para Dona Lourdes e José Amorim              Foto: Divulgação / Avaí FC

O Conselho Deliberativo do Avaí, em reunião extraordinária na noite desta terça-feira (20), aprovou por unanimidade a outorga da Medalha de Honra ao Mérito Saul Oliveira, a maior honraria do clube, para Maria de Lourdes da Silva, CEO do clube, falecida recentemente e ao ex-presidente José Amorim, falecido em 2006, e que dirigiu o clube no biênio 1970/71. A entrega da honraria aos familiares destes dois grandes avaianos será na Sessão Solene de comemoração do 96º aniversário do Avaí, que ocorrerá no dia 30 de agosto.

Maria de Lourdes da Silva, 66 anos, que morreu em 17 de abril deste ano, será uma das homenageadas com a Medalha do Mérito Saul Oliveira. Dona Lourdes, como era conhecida, nasceu em 12 de janeiro de 1953, em Ituporanga. Tinha três filhos e quatro netos. Ex-funcionária da Eletrosul, onde se aposentou. Em 1999, indicada por Lourival Amorim, presidente do Conselho Deliberativo à época, começou a trabalhar no clube como contadora, na gestão de Fernando Bastos. Passou por todas as gestões seguintes, onde exerceu também o cargo de gerente administrativa financeira. Por último foi CEO na gestão de Francisco José Battistotti.

Foram quase 20 anos de clube, quando veio a falecer no dia 17 de abril deste ano. Era muito querida por todos os funcionários e dirigentes do clube. Avaiana de coração, sempre se dedicou ao Leão da Ilha em todos os momentos, sempre uma figura de destaque. Sua indicação para a medalha Saul Oliveira foi comemorada pela maioria dos conselheiros que a conheciam.

Outra homenagem nesta Sessão Solene do clube é José Amorim, um dos grandes nomes na história do clube. Ex-atleta do Avaí, atacante, nascido em 10 de dezembro de 1928, morreu em 25 de setembro de 2006. Natural de Biguaçu, atuou no Avaí de 1948 a 1957. Atuou ainda no Bocaiúva, Atlético, Hercílio Luz e Caxias. Foi técnico entre 1962 e 1969 e depois em 1974. Foi Campeão em 1963 como treinador.

A sua passagem pelo clube foi fantástica, pois além de jogador, foi técnico, motorista, carregador de material, roupeiro, vice-presidente (1969), presidente de 1970 e 1971, diretor de futebol em 1973 e 2º vice-presidente em 1973. A história conta que foi dele um gol em que o escanteio foi batido, a bola bateu no galho de um eucalipto e sobrou fácil em seus pés para marcar um gol contra o Bocaiúva. Sua esposa, Dona Doroti, lavava e costurava os materiais e ele ainda pagava algumas despesas.

Em época de crise, José Amorim ia atrás dos figurões avaianos da cidade, solicitando auxílio financeiro ou emprego para algum jogador. Quando presidente, gostava de ver o Adolfo Konder cheio em jogos do Avaí e mandava abrir os portões ainda no primeiro tempo, para aqueles que não tivessem dinheiro pudessem acompanhar o Avaí. Com Fernando Bastos na presidência, foi o responsável para ir ao Rio de Janeiro trazer jogadores do Flamengo, entre eles Fio Maravilha e Paulo Henrique.

A Medalha de Honra ao Mérito Saul Oliveira foi instituída em 2009, através da Resolução 002/2009. O artigo primeiro da resolução afirma que a outorga é um “Prêmio simbólico a ser conferido a pessoas e entidades que tenham contribuído de modo eficaz para o crescimento do Avaí ou que tenham se destacado na defesa dos interesses do clube, do esporte catarinense e brasileiro e colaborado para o desenvolvimento do futebol em especial”.

A reunião do Conselho foi comandada pelo presidente Spyros Apóstolo Diamantaras. Na mesa o vice-presidente Rafael Sardá, o secretário Vandrei Sancler Bion e o segundo secretário professor Edson Roberto de Souza. Foi uma reunião de elevado nível, com ótimas discussões e participações substantivas para a vida do clube. Os conselheiros demonstraram que estão conectados com os movimentos da diretoria executiva e buscando o melhor para o Avaí.

Presidente Spyros comandou a reunião do Conselho Deliberativo                       Foto: Divulgação / Avaí FC