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Nota de esclarecimento


Sobre o episódio ocorrido ao final do jogo de sábado (18), na Ressacada, Avaí x Brusque, o presidente Francisco José Battistotti esclarece que sua reação foi a mesma que tomaria qualquer cidadão que teve sua honra atacada por um torcedor, inconformado com um resultado de campo, com ataques verbais, palavras ofensivas sobre sua idoneidade e ataques aos seus familiares, que ali estavam presentes.

“A torcida do Avaí é muito grande e tem meu total respeito. O Avaí não vive sem sua torcida. Minha reação de indignação foi específica contra este torcedor, pelas ofensas pessoais que recebi dele. Coloquem-se no meu lugar, quando você passa para cumprir o seu papel e ser xingado com palavras de baixo calão, questionamentos sobre sua idoneidade, ofensas aos familiares. Ficar passivo diante disso? Claro que não, este torcedor se acha no direito de xingar treinadores, jogadores e dirigentes. Não foi a primeira vez que esta pessoa fez isso”.

O presidente Battistotti acrescenta: “Quero dizer que sou humano, aqui corre sangue na minha veia e jamais me furtarei de defender a honra de minha família quando esta for achincalhada. Não dá para este torcedor que me xingou, e não são os demais, este especificamente, se esconder atrás de uma mensalidade que ele paga e se sentir no direito de dizer o que quiser. Uma mensalidade que não paga um dia do menor salário de um atleta da base, que estava na equipe, achando este torcedor que ele pode xingar e ofender todo mundo por pagar”.

Battistotti diz ainda: “Jamais admitirei que este torcedor por qualquer motivo que seja use a expressão ‘eu pago está merda e tenho direito de xingar quem eu quero’. Eu digo a ele, o Avaí jamais será essa ‘merda’ como falou este torcedor. E os outros que pagam e vão embora chateados sem xingar alguém. Eu também fiquei chateado com a derrota, mas como presidente da Associação de Clubes tive que cumprir minha obrigação de estar presente na premiação. E ver minha família ser questionada em sua honra. Não tenho sangue de barata”.

Quanto à responsabilidade pela campanha, Battistotti diz que nunca se esquivou de assumir. “O clube vinha de uma situação de insolvência há muito tempo, quando pegamos em abril de 2016. Este torcedor que me ofendeu não quer saber se foi montado um time quase totalmente novo para 2020 e que por respeito à legislação, o grupo só teve nove dias de pré-temporada contra um time que já vinha jogando junto desde o mês de julho de 2019”.